quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Um velho moderninho


Não quero mais anestesiar o meu êxtase, alimentar fábu-la-Fontaine de coisas que nem saíram da idealização.
Sou aquariana de ar e me conjugo só no futuro, ainda que haja um pretérito perfeito ou mais que.
Quero a pura e fina labuta dos apreciadores do ócio, e o nada me contenta como nunca antes o tudo o fez.
A vez das mariposas ainda não é essa, mas muitas já morreram afogadas em chamas azuis, talvez frias chamas, talvez quentes chamas. Quem te chama? Além de mim, e talvez a florista, que sem seiva, sem limbo, transporta o néctar para uma boca mais escarlate.

“Se va enredando, enredando. Como en el muro la hiedra. Y va brotando, brotando. Como el musguito en la piedra. Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.”

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