quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fazer questão

Fazer questão de pessoas, ou mesmo de situações, é uma coisa que cega. Cega porque quem faz questão, questiona. Questiona se é recíproco, questiona se vale a pena. Questões como essas não são respondidas, são percebidas. E nem sempre se percebe a coisa da forma como deve ser percebida, independente de ser verdade ou não. Não vou discutir verdade. Mas a partir do momento em que a pessoa que faz questão começa a questionar esse ato, a coisa já tem um pé do lado errado da estrada.

Não que seja necessariamente ruim, mas dois pés que andam em estradas separadas acabarão por rasgar o corpo que os une, impreterivelmente. Portanto, é importante seguir por uma estrada só. Pelo menos durante um determinado tempo. Trocar de estradas, ainda que seja com uma frequência estúpida, não é tão ruim quanto tentar caminhar por duas ao mesmo tempo.

Sinto que estou sempre seguindo por uma Long and Winding Road. Que se apresenta como Stairway to Heaven e como Highway to Hell, dependendo do dia. Mas é a mesma estrada. A mesma longa e tortuosa estrada. Isso é porque eu questiono. Questiono porque faço questão das coisas erradas. Talvez eu devesse, talvez não. Talvez as coisas erradas não sejam erradas. Talvez a minha questão seja só questão de tempo e, em algum momento, vai passar. E vai passar.

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