sábado, 14 de maio de 2011

Grande escrito do mês de abril


E eu tento. Só deus sabe como eu tento. Mas deus sabe minha aflição em não saber se faço certo em tanto tentar.
Se me afasto, temo que minha ausência seja agradável. Se me aproximo, temo que minha presença seja óbvia. E eu não gosto de ser óbvia. A obviedade para mim não presta, porque não sei fazê-la de modo correto. Se eu soubesse como agir com obviedade de uma forma mais pura do que me permito, talvez ela me agradasse. Não sei ser óbvia e ponto final.

-censurado-

Nunca me foi dada uma esperança mais que ilusória. Nunca. Nada. Mas ainda assim eu estou aqui. Justificando (ou tentando justificar) um sentimento fundado em sabe-se-lá-o-quê. E é isso.

-censurado-

Parei de beber quando quis, parei de fumar quando quis, mas ainda não parei de você, embora eu ainda não saiba se eu realmente quero. Mas eu quero. E quero querer.

-censurado-

Nunca me senti tão real e fiel ao adrianar: “A verdade é o desejo”. E é.

-censurado-

O que me conforta é saber que eu poderia estar mais bonita que ela. Mais solícita, mais empolgada, mais inteligente e mais feliz até. Eu poderia era estar no lugar dela, mas não estou. E isso a faz infinitamente melhor do que eu. Porque ela está com ele. E eu a invejo.

-censurado-

Há momentos na vida em que as pessoas decidem atirar para o alto o pudor da fala e o medo de decisões. Tudo isso poderia resultar em uma tragédia caso eu já não estivesse decidida a abandonar o sentimento mais paradoxalmente platônico que já tive.
Ele me alimenta de forma subjetiva e satisfatória, mas enche meu barril de ilusões com as quais tenho tido dificuldade de lidar.
O mais interessante é que tenho uma certeza muito absoluta de que é o correto a se fazer, embora saiba que não será tão agradável quanto deveria.
É como abandonar um vício. Necessário, porém não deixa de ser um porre. Feito criança mimada fico pensando que fazer esse charminho vai ter o efeito pretendido, mas no fundo sei que é só charminho por charminho e tenho a esperança de que quando eu perceber que essa tática não funcionou, eu caia fora.
Ele não te quer. E se em algum momento ele te quis, ele tem motivos mais que suficientes para não deixar esse desejo sair do campo das idéias. Deal with it.
Se eu me engano agora é porque sei que isso pode ser bom no futuro. Atiro no próprio pé, querendo acertar o chão, mas sabendo que o tiro vai me impedir de dar o passo que me faria cair do precipício.

-censurado-

Apesar disso, ainda tenho a sensação de que meu dia vale mais quando eu te encontro. Seja para notar sua presença, seja para fazer com que a minha seja notada.

-censurado-

Até acho que é nisso que você mais me faz bem. Posso não ter um homem efetivo em minha vida, mas ter alguém pelo qual eu me esforce para ser atraente e interessante me ajuda a sê-lo.

-censurado-

Li que algum filósofo aí dizia que as coisas só existem a partir do momento em que são percebidas e na hora pensei que sua existência estivesse talvez ficando um pouquinho blur para mim.

-censurado-

Me sinto mais leve, mais consciente de mim mesma e mais apta a agir com temperança. Eu acho que nem gosto tanto da temperança, mas o ciclo tem dois ápices e não para de rodar. Logo, para chegar ao mar em fúria, o tempo de calmaria é inevitável e é disso que preciso agora.

-censurado-

A carne é fraca e a mente é fértil. A confiança oscila entre o derrotado e o invencível e trava no meio do caminho. E eu não faço nada.

-censurado-

Mas não é! Ela não é. E sinto isso de forma latente e dolorosa sempre que caio dos meus devaneios baseados em invenções e delírios particulares.


2 comentários:

;) disse...

Liindo aqui..
Passa lá?
Beijos!
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chic Gucci shirts disse...

nice place!