sábado, 19 de março de 2011

Noite de sábado


E quando palavras que nunca serão lidas pelo receptor pretendido são a única coisa que resta para uma noite de sábado?
Nunca se sabe o quanto lembranças simples podem te atar a uma realidade que você desejaria que fosse sua. 
Você desejaria tanto que fosse sua que se perde em roteiros bem elaborados de possibilidades incertas em encontros casuais. Falas, cenas, olhares, figurino, trilha sonora. Tudo planejado para um momento que jamais acontecerá.

E quando esse devaneio é a única coisa que resta para uma noite de sábado?
Nunca se sabe realmente se isso é mais impossível que improvável. 
Você desejaria tanto que fosse apenas a primeira opção que o "difícil" já soa agradável a ouvidos acostumados ao "inadmissível". Tantas barreiras que não se pode mais contar. Tudo planejado para estragar qualquer possibilidade de um "talvez".

E quando o "talvez" é a única coisa que resta para uma noite de sábado?
Nunca se sabe exatamente o que pode acontecer e a esperança dessa incerteza traz de volta o looping que alimenta o amor platônico. 
Esperança e desesperança. 
Eu te espero. Eu me desespero.

E quando o desespero é a única coisa que resta para uma noite de sábado?



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