terça-feira, 30 de novembro de 2010

So vast is the sky

Eu tento me entender e me explicar para aqueles aos quais eu devo explicação.
E em cada porta de casinha no meio do quarteirão eu me deparo com gente e mais gente. Tanta gente. Tanta gente que merece satisfação sobre o que faço, o que penso e o que desejo.
Mas eu não sei dizer que quero. Independente do que eu queira.
E eu quero tanta coisa, tanta coisa. Quero você. Quero você também. Quero você. E quero você.
E quero eu.
Mas ou eu quero eu ou eu quero você. E eu quero tudo. E eu não quero nada.
Já não consigo mais colocar prioridade nas coisas na minha vida. Tudo é prioridade. Mas nada é tão importante assim, no final das contas.
É paradoxo demais, meu en-raio-vecido zeus. É paradoxo demais.
Cadê o canto de choro? Cadê o desafinado desatino destinado a destilar coisas sobre eu e coisas sobre você?
So vast is the sky. “Contando as histórias que são de ninguém. Mas que são minhas e de você também.”
Não é de você que estou falando! Nem de você. E muito menos de você.
Mas alguém me inspira. E é disso que eu preciso. De uma ferida para me empurrar uma caneta.
And I fall, fall, fall. Sempre. Cansada de fallar, começo a falar.
Será que estou falando daquilo novamente?
Eu não quero só falar daquilo. Quero falar de coisas pelas quais não fallo.
Quero falar de pseudo-quedas. E só para eles.
Falar para-quedas não é de meu agrado.
Quedas de verdade não merecem minhas palavras.

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