quinta-feira, 1 de julho de 2010

after midnight (28/07/2009)

preciso vomitar palavras.
dentre todos os pensamentos que me atingiam em proporções assustadoras, esse talvez tenha sido o único mais saudável, mais tangível, mais passível de ser proporcionado pela minha pessoa, apenas.
o que me fez levantar da cama e interromper o fluxo, unicamente para digitar palavras (ao som de um gato no cio), foi forte e a necessidade foi tamanha que sinto que se eu não escrever algumas palavras que contenham gotas de meu sentimento atual eu posso fazer algo que não me permito. essa frase ficou muito grande, foda-se. acho que tem algum tempo que não faço isso.
já me comuniquei com a que talvez entenda um pouco de minha aflição, e só o fiz pois precisava me comunicar. não foi suficiente para me satisfazer, portanto estou aqui.
a situação é trágica e cômica ao mesmo tempo. consigo ouvir o oscar filho gemendo na minha janela enquanto penso em quarenta e seis maneiras de torturar alguém.
mentira. mas é mentira mesmo, não digo isso só para que o leitor não tenha medo de mim. afinal, por que teria? posso te atingir com um "fronha esdrúxula"? não, mas as pessoas encontram maneiras bem intrigantes para me atingir.
o baque foi lindo, eu sei. e eu já disse que não suportava o pacífico calado, eu sei.
mas a calmaria me viciou de uma forma que a simples visão de uma nuvem incerta me faz pestanejar. vá lá! diga-se tudo. ou quase tudo.
quero o lado Cristina mas me esqueci que não tenho inteligência emocional suficiente para suportar tantos estímulos.
e o que eu amo na vida é aquela idealização que está muito longe daquilo que é real. talvez não seja o sentimento mais puro, mas é alguma coisa e eu não sei o que fazer com tanta carga. talvez seja demais para mim, talvez eu ainda não esteja preparada para vivenciar tudo aquilo que idealizo em uma plenitude muito mais que plena, a plenitude exata e medida, do tipo que só se encontra em Vienna.
Vienna espera por mim? sim, eu sei que sim.
mas nesse momento, mais do que nunca, sinto a necessidade palpitante de ir ao encontro de todas aquelas coisas que me foram negadas, em um legado que me deixou a vida inteira do outro lado. entre tantas caras, entre poucas coroas, talvez ser o outro lado da moeda não seja assim de todo ruim.

where's the fire? what's the hurry about? you better cool it off before you burn it out.

Um comentário:

Phil ou Pil disse...

O q vc idealiza é bom, mas é impossível de se fazer sozinha. É essa hora q a realidade ganha, porque, infelizmente, não é cultura nossa ficar entre pessoas, e, sim, ficar sozinho. É mais comum ver alguém querendo ficar só, q encontrar amigos. Não é normal estar no ônibus e começar a conversar com a pessoa ao lado, sem ao menos conhecê-la. Infezlimente, a nossa cultura não foi feita para ser única, e por algum motivo q, provavelmente, favorece os mais ricos rs