sexta-feira, 26 de março de 2010

um outro antigo aí

(sim, quando eu posto textos antigos é porque sinto necessidade de postar, não acompanhada por vontade de escrever.)




mas isso me faz sentir viva, esse desespero mais que carnal, essa vontade louca de dizer tudo que penso e entregar meus pensamentos ímpios e profanos a qualquer um que não mereça tanta atividade sentimental.
a lágrima desesperada me é mais atraente que a inexpressão de um olhar vazio, ou que o plasma quotidiano que financia cada momento de monotonia.
o fato de os americanos desrespeitarem os direitos humanos em solo cubano não é mais forte simbolicamente, digo de forma coerente, consciente ou talvez sistematicamente, que uma cárie em um dente podre alimentado por doces ilusões e espasmos de funções matemáticas.
o ar me alimenta como nada mais concreto o faz. o ar que se desfaz em questão de segundos, o ar que avança todos os sinais com uma corrente vinda do leste, ou tanto faz.

deixe seus pés pequenos, mostre seus pulsos e não olhe diretamente nos olhos, a não ser para uma forte insinuação de algo que nunca, nunca mencione em uma conversa. conversa que deve ser folheada de alegorias e analogias, e tantas figuras de linguagem que desconheço inclusive.
não se pode pedir ao sol: "mais sol"; ou para a chuva: "menos chuva".
ser artista de um mundo flutuante? Dá câncer, essa porra.



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