quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

tandicoisa

Sempre fui assim mesmo, meio que da pá virada (por sinal, que expressão de merda é essa?)
Mas uma coisa da qual não abro mão são as minhas escolhas. E toda a carga que as acompanham, incluindo principalmente a possibilidade de fracassar.

Se eu pudesse voltar no tempo, teria começado com o teatro mais cedo, não teria parado de estudar música quando tinha onze anos e teria resolvido toda essa chatice da auto-escola de uma vez, ano passado.
Ou não.

Tenho a mania de pensar em tudo aquilo que influenciou na formação do meu pensamento de hoje. E os meus fracassos colaboraram (e muito) para que eu seja indubitavelmente grata por toda a carga que acumulei até o exato momento de minha vida.

Também gosto de pensar no quanto o fato de eu ter conhecido certas pessoas mudou radicalmente as minhas prioridades.

- nesse momento, Mari percebe que o início do escrito já não possui relação alguma com aquilo no qual o próprio se transformou -

Mas enquanto tudo isso ainda é apenas um fragmento da espada (a qual só conseguirei inteira no término da quest), não tem problema.

Isso tudo começou um pouco antes de ter encontrado Otávio, o rato, na portaria do prédio.
"Isso tudo o quê?", o leitor me pergunta. E eu respondo: "isso tudo que ainda é pouco, mas na falta de início de frase melhor, ficou por isso mesmo."

As coisas na minha vida têm o maldito (ou seria bendito?) carma de aparecerem de forma abrupta demais.
Tá, um cadinho de culpa atribuo à minha incapacidade de me preparar para o que possivelmente vem. E sim, isso é possível (até certo ponto). Talvez não seja incapacidade. Talvez seja apenas falta de interesse...
Mas isso é o que sempre digo quando quero manter minha moralzinha María Elena de merda.

Eu sempre boto pouca fé naquilo que surge do externo e eu sempre quebrou a cara. No final, adquire uma proporção tão gigante que mal consigo controlar meus próprios pés.

"Ainda há tempo!" - tento me dizer o tempo todo.
Mas o tempo não me diz nada. Me passa aquela rasteira e fica observando o meu improviso (sempre é improviso) na ópera da vida.

'meu gatinho... ia ter um lindo castelinho...' (Alice in Wonderland)
Ah, se eu tivesse um gatinho...


3 comentários:

Felipe Lacerda disse...

É essa merda de probabilidade. Essa coisa chata e inocente de se "preparar" para adventos abruptos. Mais ou menos como um rato que aparece na entrada de um prédio.
Sem essa de questionamentos pueris, guria. The show must go on. Forevermente. E cada degrau ou cada falso degrau indica um pedaço da espada ao final da quest. Somos todos esses idiotas personagens de RPG eletrônico. E você, do alto do seu escalão, só pode contemplar a vida de cima de uma árvore e não se esquecer nunca que a vida fica bem mais bonita lá encima. E foda-se nossa capacidade de compreender ou saber lidar com isso. Não sei. Tu não sabe. e se alguém ler isso e souber, favor guardar pra si. Não estou interessado. Só gosto de ouvir esse blues na minha cabeça, como se fosse minha própria voz a cantar e tocar, num tom um pocuo grave demais, talvez.
Consequentemente, é culpada por tudo. TUDO. O caminho que me trouxe até aqui tem volta, o que lhe trouxe também. Somos opcionais, tudo é nessa droga inacabada que é a vida.
Só não estou a fim de cair fora, sacou? Estou é muito, mas muito a fim de passar o resto de minha vida por aqui. Mesmo que em outro lugar.
A questão nem é onde.
É com quem.

Sorte nas suas escolhas e força nas suas decisões.
POrque amor, já tem.
Tá aqui, ó.

BEIJO.

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

que merda é essa que ele tá falando?