quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

relato de uma vaga.


para ser bastante sincera, não estou nem um pouco afim de escrever e no final esse texto vai ficar uma bosta, mas preciso de alguma forma expelir a energia que adquiri. nunca, há tanto tempo, tão negativa.
não é meu desejo, caro leitor, transmitir (por ciber-osmose?) essa coisa ruim a você. a não ser, é claro, que você seja um grandíssimo filho da puta que o mereça. eu mereço, ele merece, você merece, quem merece?
um sentimento de desespero, de enjôo (não acompanhado por feto na barriga, thankgod), de vontade de ausência. não ausência minha, disso não abro mão. gosto demais de mim mesma para isso... mas uma vontade de ausência de todo o resto, e quando digo todo, digo: todo. por alguns dias, talvez semanas.
quero só eu, e as coisas materiais que me satisfazem algum desejo ou capricho idiota como por exemplo: meu violão.
afinal, em um não-gole e em um não-trago, percebi que almejar a inversão, ou adesão de papéis nesse idealismo platônico não será possível. mais. mais. mais.
serei sempre isso, estarei sempre aqui.
não, não suporto esperar por aquilo que almejo e prefiro desistir de batalhar do que batalhar. (taquepariu, estou quase me desejando a transferência por ciber-osmose do começo do texto)
não há o que fazer, apenas suportar o "sim senhor" de cada dia nos odiai hoje.

se eu pudesse pedir qualquer coisa a qualquer entidade não física, seria exclusivamente para algo, qualquer coisa (QUALQUER) interferir nesse mundo dos sentidos e me permitir saciar a morbidez que tanto desejo. exclusivamente.

Um comentário:

Esperanto Vestoj disse...

"gosto demais de mim mesma para isso..."