terça-feira, 19 de janeiro de 2010

agora é meu

quem me vê,
fazendo o que eu faço, falando o que eu falo, procurando o que eu procuro...
logo pensa: "taí moça que curte o sofrimento"
não nego, nem admito. porém é algo realmente parecido com isso aí.
tá. eu posso simplesmente usar isso para produzir e produzir e deixar de ser esse "come-e-defeca" ser multifacetal assexuado.
e se eu procuro, é sabendo o que me aguarda.
se eu quero, quero todo. não existe mais a parte boa. toda a parte é podre. e eu quero.
"taí moça que curte o sofrimento"
sim, e quando ele vem com uma dose de prazer, mais ainda.
um tapinha? não.
se for bater, bate direito.
espanca.
espanca que é pra ficar dormente depois. assim como por um tempo fiquei.
mas assim como tudo que é parado e morno, isso também cansa.
dei minha cara a tapa e o que você fez? me acariciou.
carícia recebo de minha progenitora, de você eu quero a dor.
e eu aceito senti-la por inteiro, inteiro.
não sinta pena de mim, faça exatamente como fez da última vez.
(e bona dea, não estou sendo irônica!)
eu aguento. e eu estou disposta.
descobri que a gente também usa quando é usado.
e a culpa não é sua, babe. compilei frases e frases do Neruda para quê, no final das contas?
criei, criei, criei.
e fiz por você o que você não fez por mim. mas fiz.
e foi feito.

e então?


Um comentário:

Janaína Borges Andrade disse...

maso?isso é bom.estepe?melhor ainda.eu ja tive um, ou sera que ainda tenho?haha.mas segredinho:uma hora isso cansa e é melhor partir pro sado.