quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vai... vai dizendo o que vai ser de mim...

Ele disse que o universo que eu almejo não existe.
Não ouvi calada, mas também não expressei o suficiente o quanto meu sentimento se afasta do amor e da gratidEão.
Sou uma ingrata mesmo e isso não me incomoda.
Não com ele.
Mas agora ele sabe. Quando eu chegar lá, lá em cima, será o primeiro para o qual apontarei o meu dedo e e direi algo que de tão direto até foge do sarcasmo clichê.
Não será um sorriso. Será uma gargalhada daquelas ao estilo comédia paspalhão.

O que ele não entende é que isso que ele faz, só me faz querer mais.
E eu nunca liguei para essas coisas sentimentais mesmo, não será daqui a alguns anos que isso me fará retroceder no meu pensamento quase vingativo. Só não completamente pois ainda me escapa a total a autonomia perante aos valores sociais e todo o blábláblá de sempre.

Pode ser o caminho mais longo e tempestuoso (me lembrei de The Long and Winding Road, dos Beatles. Excelente música. Ouça também a versão de The Corrs), mas ainda assim é o caminho que eu escolhi.
Não enxergue o seu erro em mim, até porque a vida que você escolheu, que engloba todo um conceito familiar que definitivamente não quero, é bastante diferente.

No fundo mesmo, nem quero que meu empenho o salte aos olhos. Ainda quero surpreende-lo de maneira tão brusca que beira a desilusão. E principalmente: o orgulho ferido de admitir: “sim, eu errei”. Eu quero isso para você.

Isso não é querer mal, de forma alguma. É apenas querer.
E isso, meu caro, eu quero.

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