sábado, 26 de setembro de 2009

durante quanto tempo?

ela se encontrava em um estado de transe criativo. só conseguia produzir quando por ela própria solicitado e, de certa forma, ordenado por um poder coercitivo maior do que qualquer ordem de âmbito estatal.

"eu queria ter esse problema, igual aquele filme que eu vi no cinema"

estou tocando teclado compulsivamente nos últimos dias. poderia tocar até o fim dos tempos, até meus dedos sangrarem ou meus tímpanos estourarem.
mas não.

deveria estar estudando para o vestibular de artes cenicas. mas nem preparando meu monólogo estou. nada. não faço nada.
nenhum compromisso. apenas a pressão externa para deixar de flanar o dia todo.

meu flanar está tão discreto, mas tão discreto, que nem meus pés se movem no ato. só a minha mente, a flanar por terras tão inatingíveis que é mais fácil conseguir do que aceitar conseguir. e isso é muita coisa.

e se eu sinto que deveria agir para conseguir o que quero, na mesma hora penso que o que quero não é de inteira responsabilidade minha (ou talvez até seja, mas a faculdade de assumir esse fato me dá uma visão muito mais agradável).

ÓCIO ²

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