sexta-feira, 14 de agosto de 2009

estou ficando cínica e sem pudor

algumas coisas acontecem na vida da gente porque simplesmente têm que acontecer.
e o que é a vida, afinal, além de um grande espetáculo de jogos de improviso?
às sextas eu oficializo a trama mas estou em constante teste. e meu coração está aos pulos.

quam credula minimum postero

é a minha máxima, nesse e em outros. espero, todos os próximos!
nunca me senti tão Cristina em toda a minha vida. tudo conspira, tudo. tenso.
e intenso, principalmente.
intensidade que é o total propósito, a minha prioridade sobre a qual nem me pergunto mais. tenho a absoluta certeza. a certeza da incerteza. a certeza da incerteza constante.

e aquele dia pós dia.
o dia seguinte.
não vou dedicar outro post ao dia seguinte mas tem algo que aconteceu dessa vez e que não aconteceu da outra vez (não percebi, na verdade. provavelmente aconteceu sim)
é o baque.
primeiro o apogeu, depois a derrocada.
os bárbaros invadiram. cai o grande Império!
é a calmaria depois da tempestade. calmaria excêntrica, asquerosa.
o dia do tsá. whru. tsá.

não posso, definitivamente, definhar ante a improdutividade do dia seguinte
se não fosse o dia seguinte, logo, anterior, o dia não valeria o suor de não labuta, o suor de intensidade e desgaste emocional (às vezes físico)
e só acontece o clímax se ele não existe.

e, sem finta, me findo:

"estou ficando cínica e sem pudor"
Clarice Lispector

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