sexta-feira, 12 de junho de 2009

volver

sim. quanto tempo você deu? aposto que mais do que realmente precisou.

de volta à velha estampa.

às vezes eu me acho uma energúmena (adorei esse adjetivo que ouvi na aula de Introdução à Ciência do Direito), às vezes eu tenho a plena certeza de que realmente sou.

quem não tem medo não tem limites.
por que raios eu só consigo pensar quando estou longe dele?

a sensação de lagarta que sai do casulo, ainda que murcha e feiosa, me deu ares de mulher que vive.
que não segue um conceito que não é seu, uma vontade que não é sua, um caminho que não foi por ela escolhido.
que não abandona em favor de um sentimento que causa mais dependência que felicidade.

eu gostei do que senti.
um arrepio quente de menina moça que se viu pela primeira vez, nua, completa e exata, diante de um espelho.

e essa sensação não creio que será de mim tirada facilmente como foi em mim depositada.
eu quero isso, e além.

havia me esquecido do que é planejar uma noitada digna de porre com as amigas, e amigos.


vai
vai dizendo o que vai ser de mim
pois sei
que o que dizes pra mim não tem valia tanto assim



vou tentar conciliar às coisas de maneira mais satisfatória, egoisticamente falando.
se não der certo, eu volto à estaca zero e apenas espero por mais um descuido meu.









2 comentários:

lu_cboechat disse...

a velha estampa é aconchegante e pode ser realmente fina, mari. sair do casulo é gostoso e excitante, mas nada como ter um casulo pra quando precisas ;)

disse...

nada como ter um lugar para voltar nos momentos de completa solidão e agonia =)