quarta-feira, 8 de outubro de 2008

poemas da távola redonda

Sacerdotisa


A sacerdotisa se contorcia
inconsciente
Soluçava
Gritos abafados

Demasiado amplo era o pânico que a escoltava

Seus lábios murmuravam
Sua fúria

Tal ameaça a sufocaria austeramente

A legião vinda da Cornualha
Intimidou as druidisas sagradas

E em um determinado ponto
Mergulhara

Seus olhos penetrantes
Que não a deixaram sobreviver

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Homens e cavalos


Os dotes da moça são tentadores
E ainda uma cavalaria de quatrocentos homens bons

Nesse caso expulsaria os saxões
Fazendo-os ganir como seus próprios cães

Mas talvez não seja razão suficiente
Cometeria um ato sagrado tão levianamente?
Afinal os cavalos podem ser comprados
E os homens contratados
E não há nada que o homem tenha poder
Que o faça ser capaz de controlar
As rédeas invisíveis que o amor verdadeiro
Consegue colocar


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Recém-nascido


Soprou-lhe a boca
Para que o recém-nascido voltasse a chorar
Chorar com fúria por ter sido expelido
Para um lugar tão frio
A esse imenso mundo de dementes
Onde o sangue há de jorrar
Não pelo calor materno
Mas pelo sentimento interno
Que os homens estão fadados
Ódio eterno


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os poemas são meus.

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